Cheias e Inundações em Moçambique: Recorrência histórica e a influência das mudanças climáticas

1. Contexto

Cheias e inundações em Moçambique são fenómenos recorrentes. O país enfrenta estes eventos há várias décadas.

Além disso, Moçambique localiza-se a jusante de grandes bacias hidrográficas internacionais. Entre elas destacam-se entre outras o Zambeze, Limpopo e Incomati.

Por isso, grandes volumes de água entram no território durante chuvas regionais intensas. Essa configuração física favorece o acúmulo de água.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique https://www.inam.gov.mz/index.php/pt/, o clima alterna entre secas e chuvas intensas.

Assim, a variabilidade climática aumenta o risco de desastres.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) de Moçambique https://ingd.gov.mz/explica que vulnerabilidades sociais agravam os impactos. Portanto, perigos naturais e fragilidades socioeconómicas combinam-se.

2. Histórico e recorrência das cheias

As cheias e inundações em Moçambique não são recentes. Eventos graves ocorrem há várias décadas.

Primeiro, as cheias de maior magnitude foram registadas nos anos 1970. Depois, a década de 1990 trouxe episódios mais documentados.

O ano 2000 marcou um desastre histórico. Chuvas intensas e o ciclone Eline causaram cerca de 700 mortes.

Além disso, centenas de milhares de pessoas ficaram deslocadas. Infraestruturas e culturas agrícolas foram destruídas.

Depois de 2000, novas cheias ocorreram em 2001, 2007/08, 2013, 2015 e 2019.

Assim, os eventos repetem-se em intervalos curtos.

Estudos indicam que cheias severas surgem a cada 3 a 5 anos. Portanto, a recorrência é considerada elevada.

Cheias e inundações de 2026

Dados operacionais recentes do INGD https://ingd.gov.mz/dados-cumulativos-dos-impactos-de-todos-os-eventos-dados-das-cheias-e-inundacoes-2/mostram impactos significativos. Centenas de milhares de pessoas foram afectadas.

Cheias fluviais afectaram amplas áreas. Como resultado, ocorreram inundações generalizadas nas provincias de Maputo, Gaza, Sofala e Cidade de Maputo.

Além disso, dezenas de milhares de casas sofreram danos. Áreas agrícolas extensas ficaram submersas.

O INAM registou precipitações intensas e persistentes associadas a sistemas tropicais. Assim, rios transbordaram e provocaram inundações generalizadas.

3. Causas das cheias e das inundações em Moçambique

As cheias são o fenómeno hidrológico. As inundações representam o impacto territorial dessas cheias.

As cheias resultam de factores naturais e humanos. Portanto, o risco é multicausal.

Factores climáticos das cheias:

  • Chuvas intensas e concentradas
  • Ciclones tropicais com elevada humidade
  • Eventos extremos mais frequentes
  • Subida do nível do mar

Factores humanos que ampliam as inundações:

  • Desflorestação
  • Ocupação de zonas de risco
  • Crescimento urbano desordenado
  • Sistemas de drenagem inadequados

Assim, cheias naturais transformam-se em inundações com grande impacto.

4. Contributo das mudanças climáticas

As mudanças climáticas intensificam os processos que geram cheias. Portanto, a atmosfera retém mais vapor de água.

Consequentemente, as chuvas tornam-se mais intensas. Além disso, ciclones tropicais ganham maior capacidade de provocar cheias.

O aquecimento do Oceano Índico fortalece tempestades. Ao mesmo tempo, o nível do mar continua a subir.

Esses fatores ampliam as inundações costeiras e agravam o impacto das cheias fluviais.

5. Impactos sociais e económicos das inundações

As inundações causadas por cheias provocam deslocações em massa. Muitas famílias perdem as suas casas.

Além disso, estradas, pontes e escolas sofrem danos. Serviços de saúde também ficam comprometidos.

A agricultura é severamente afetada. Por isso, aumenta a insegurança alimentar.

Água contaminada favorece surtos de doenças. Assim, o impacto sanitário cresce.

Economicamente, as perdas acumuladas atrasam o desenvolvimento local e nacional.

6. Recomendações

Para reduzir o risco de cheias e inundações, várias ações são necessárias. Portanto, a prevenção deve ser prioridade.

  • Reforçar sistemas de alerta precoce para cheias
  • Investir em infraestruturas de drenagem
  • Melhorar o ordenamento territorial
  • Promover práticas agrícolas adaptativas
  • Integrar projeções climáticas no planeamento
  • Aumentar financiamento para adaptação

Assim, é possível reduzir futuras inundações associadas a cheias

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