Mudanças climáticas e a segurança alimentar no distrito da Maganja da Costa: Recomendações

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Mudanças climáticas e a segurança alimentar no distrito da Maganja da Costa: Recomendações este é o tema que nos propusemos abordar neste texto, que resulta numa pesquisa afeita no distrito.

A pesquisa de Dissertação foi realizada no ano de 2020 no distrito com o objectivo de perceber o impacto que as Mudanças Climáticas têm na segurança alimentar neste distrito.

Perante as constatações avançadas no artigo disponível em  https://climatechangemoz.com/?p=1459 referente as conclusões sobre impacto das mudanças climáticas na segurança alimentar no distrito da Maganja da Costa,  o autor recomenda:

Para a instituições que lidam com o sector económico no distrito recomenda-se:

  • A criação de condições para o aproveitamento dos recursos hídricos existentes como forma de impulsionar a agricultura de irrigação e diminuir a dependência sobretudo da precipitação para a produção;
  • Melhoramento de programas de assistência técnicas e fornecimento de insumos agrícolas aos camponeses;
  • Melhoria nos mecanismos de  monitoria de pragas que afectam as culturas;
  • Incentivo a comerciantes e camponeses para adopção de parcerias de comercialização agrícola por forma a salvaguardar o retorno de investimento e esforço e gastos por si feitos;
  • Intensificação de campanhas de fiscalização dos preços praticados na comercialização de produtos de consumo;
  • Criação de condições para a disponibilidade e acesso a artes de pescas adequadas para os pescadores (redes adequadas, barcos etc);
  • Introdução junto a camponeses de novas técnicas e tecnologias de produção para assegurar uma agricultura sustentável;
  • Criação de condições de armazenamento e processamento da produção para evitar situações de perda da produção;
  • A manutenção e recuperação das zonas húmidas pois são ecossistemas importantes que asseguram a filtragem, limpeza e armazenamento da água;
  • Zoneamento das áreas susceptíveis a inundações e a divulgação da informação

Para o sector de infra-estruturas, recomenda-se

  • A reabilitação e manutenção regular das estradas e pontes que ligam os mercados e os campos de produção;
  • Abertura/reabilitação de fontes seguras de água potável para o uso da população pois contribuirá para uma melhor saúde nutricional da população

Para o sector de saúde, recomenda-se

  • A promoção de campanhas sobre bons hábitos alimentares e educação nutricional a população;
  • Promoção de actividades de demonstração de boas práticas de preparação de alimentos sobretudo os mais nutritivos;
  • Promoção de campanhas sobre saneamento do meio;

Para o sector da meteorologia, recomenda-se:

  • A implantação de sistemas de alerta prévia para eventos climáticos extremos (Ciclones, cheias e inundações) para ajudar a população a se preparar para responder a possíveis desastres;
  • Realização de palestras sobre mudanças climáticas (o que são, causas e consequências e medidas de mitigação e adaptação);
  • O fortalecimento dos comités locais de gestão de desastres naturais em matérias de mudanças climáticas e legislação complementar

Para os agregados familiares do distrito recomenda-se

  • A diversificação de fontes de obtenção de renda para diminuir a dependência da agricultura;
  • A aplicação de sistema de pousio para assegurar a recuperação da fertilidade natural das terras,
  • A prática do intercultivo e rotação de culturas;
  • A aposta pelas culturas tolerantes a seca;
  • Criação de condições de conservação de alimentos (celeiros familiares);
  • A prática de hábito de reserva de sementes;

Para futuras pesquisas recomenda-se

  • A incorporação de variáveis de nutrição na análise de segurança alimentar;
  • Estudos de impacto de mudança climática particularmente no sector de pesca, dada a localização geográfica e as potencialidades existentes neste distrito e o contributo que pode ter na segurança alimentar;
  • Maganja da Costa tem potencial no sector florestal e a produção de carvão vegetal bem como da madeira e outros recursos florestais, tem seu contributo sobretudo na economia familiar mas a pressão que se faz obre este recurso natural, suscita a necessidade de se desenvolver estudos para avaliar o grau do seu impacto sócio-económico e sobretudo ambiental.

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